“Amar é mandar, achar que manda, obedecer, fingir que obedece. Amar é fazer vitamina de banana com nescau, é dar bom dia espreguiçando as vértebras com os braços esticados, sorrindo envergonhado de remela nos olhos. Amar é dizer “vem cá”, ter os pés aquecidos sem pedir, comemorar o dia do primeiro beijo, chegar da festa e comer pizza gelada. Só ama aquele que começa a falar pelo fim, que diz sim sem saber a pergunta, que discute o namoro sem lugar-comum. Ama quem sai na rua pra tirar fotos, pra ver estrela riscar o céu, pra pisar na grama descalço, pra pegar um cineminha na terça. Amar é perguntar “tá dormindo?”, é descer do ônibus com o outro à espera, é cantar “she loves you yeah yeah yeah”, é morder queixo, orelha, cotovelo, panturrilha, lábio. Amar é comer uma coisa diferente e lembrar o outro, é ficar de mal, é arrumar tempo pra pensar no outro na correria do dia.”
Gabito Nunes.   (via romanceais)
“Eu gostaria de lhe agradecer pelas inúmeras vezes que você me enxergou melhor do que eu sou. Pela sua capacidade de me olhar devagar, já que nessa vida muita gente já me olhou depressa demais.”
Desconhecido. (via nevarias)
“Eu também tive meu coração machucado. Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama.”
Caio Fernando Abreu.  (via nevarias)
“Mas, sei lá, amar deve ser isso, né? Querer dividir a cama, a coberta, o travesseiro, a casa, a vida. Amar deve ser você querer se declarar no meio do horário de trabalho, receber uma ligação no meio da madrugada e até escolher o nome dos filhos sem nem tê-los feito ainda. Amar deve ser, afinal, cometer loucuras à dois, fazer coisas à dois, mas na verdade, ser apenas um só.”
Giulia Mainardi. (via nevarias)
“Eu sei onde você quer chegar. Olha, vou ser honesta contigo, algo me diz que você merece. Eu não sou interessante. Você entende? Sei como é, só porque eu sou bonitinha, eloquente e meio exótica, com seus olhos você enxerga uma garota inteligente, divertida, culta, impressionante, talvez boa de cama. Eu não sou nenhuma dessas coisas. Eu não tenho graça nenhuma.”
Gabito Nunes (via diz-gabito)

👌

“O amor é perigoso para quem não resolveu seus problemas. O amor delata, o amor incomoda, o amor ofende, fala as coisas mais extraordinárias sem recuar. O amor é a boca suja. O amor repetirá na cozinha o que foi contado em segredo no quarto. O amor vai abrir o assoalho, o porão proibido, fazer faxina em sua casa. Colocar fora o que precisava, reintegrar ao armário o que temia rever. O amor é sempre assassinado. Para confiarmos a nossa vida para outra pessoa, devemos saber o que fizemos antes com ela.”
Fabrício Carpinejar.  (via nevarias)
“Ela morreu em 1870. Ataque do coração, ou o melhor, coração carregado de amor. Ela amava demais, ela era tudo de bom, ela era um anjo, e ela não era correspondida. Ela era boa demais para ficar nesse mundo, e ela se foi para um lugar tão bom quanto o seu coração preenchido de amor e dor.”
A Escritora de Bar.   (via nevarias)
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Um belo motivo pra ver as horas sempre ❤️🎩👑

“Perguntaram-me outro dia como eu estava me sentindo e fiquei pensando por um tempo o que iria responder, porque pela primeira vez não tinha o que responder. Não me sentia bem tampouco mal, na verdade nem sentia.Eu não estava ali e em nenhum lugar. Era uma confusão entre ser e estar, entre o coração e a mente, um corpo vazio de amor. E por mais que tentassem me preencher, não daria certo porque o buraco que jazia em mim tinha um ralo por onde se esvaia tudo. E assim foi saindo pelos meus olhos as últimas gotas de uma pessoa. Fiquei mais frágil que um borboleta, se viesse um vento eu desmontaria e talvez pedacinhos de mim voassem por ai como um dente-de-leão. Sou apenas um ser mendigando atenção, carinho e amor. Mendiguei, chorei, e nada fiz. A vida é tão bruta ao ponto de nos mostrar que somos frágeis e vulneráveis a qualquer coisa, a qualquer toque, a qualquer palavra mal dita, a qualquer atitude de má fé. Frágil e pequeno como um resto de algo. E lá estava escrito na minha humilde lápide: Nasceu, cresceu, morreu e nada fez além de sofrer. Chorou por migalhas, o coração era um mausoléu, companhia era a solidão no qual dançava nas horas vagas, o cigarro era o consolo e o vazio fora sua ruína. Restos de quem se foi, o amor o fez sofrer, a dor o maltratou, o choro ocasionou a morte e a morte é apenas a passagem de um ser sólido para um estado completo de vazio. Morreu tentando viver, viveu tentando engolir dor, amou na tentativa de se salvar, chorou para aliviar a dor, e a dor permaneceu até a sua partida.”
Cravada and Nevarias. (via nevarias)
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